Memória Imunológica para COVID-19: saiba o que traz a literatura!

A pandemia do novo coronavírus tem colocado todos os profissionais na linha de frente de combate, e consequentemente, em risco.

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Médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, biomédicos e vários outros profissionais têm convivido com incertezas:

Em meio a tantas incógnitas, dúvidas e suposições sobre o assunto, qual seria a resposta imune gerada pela COVID-19? Existe memória imunológica? A seguir, saiba mais sobre o assunto!

Sobre o vírus

A COVID-19 tem sua etiologia em um vírus RNA, que usa uma enzima replicase de DNA para completar o processo de replicação. Este já é um diferencial, afinal, os demais vírus RNA possuem em sua estrutura a enzima transcriptase reversa.

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Existem relatos do acometimento de humanos por volta de 1960, mas nunca houve nenhuma pandemia como o que se vive no momento.

Ainda, muito pouco se sabe sobre a fisiopatogenia da COVID-19 no organismo humano. Existem teorias de que o vírus se ligaria ao receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), o que justificaria sua clínica culminar em Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Outros mecanismos e receptores também têm sido resultados, mas ainda sem resultados significativos.

Resposta imunológica COVID-19

A princípio, a resposta imune gerada pela COVID-19 se assemelharia aos demais vírus. 

O mecanismo pode ser descrito de modo resumido: 

1º) Ocorre a apresentação do vírus à macrófagos e células natural killers.

2º) Interferons alfa e beta são utilizados na amplificação da resposta imune, o que acaba por atrair mais macrófagos.

3º) A imunidade adaptativa é finalmente ativada via MHC I.

4º) Linfócitos T CD4+ auxiliam células B na fabricação de anticorpos.

5º) Após este longo e complexo processo, os anticorpos seriam capazes de neutralizar o vírus, exterminando a infecção.

Considerando que o corpo “daria conta do recado”, por que muitas pessoas têm adoecido e até mesmo falecido por conta do vírus?

Como suas células alvo encontram-se no pulmão, há uma dificuldade em mobilizar o sistema imune, e assim, a resposta demora algum tempo para ocorrer.

Memória imunológica existe?

Nos últimos dias, várias vertentes vêm sendo lançadas quanto à memória imunológica do coronavírus.

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Um estudo realizado na King’s College de Londres envolveu 90 profissionais da saúde e vários pacientes. O propósito da pesquisa era analisar quanto tempo perdurariam os anticorpos após a doença. Os seguintes resultados foram obtidos:

Com isso, percebe-se que existe a chance de reinfecção, e, portanto, profissionais e pacientes que já foram contaminados podem estar suscetíveis à doença.

Para saber o estado imunológico, existe o Point Of Care Testing de anticorpos. Com a coleta de uma gota de sangue, o resultado sai em menos de 30 minutos, permitindo que o indivíduo saiba se possui ou não imunidade.

Considerando o estudo anterior, há chance de que os títulos de anticorpos diminuam ao longo do tempo. Portanto, o teste deve ser refeito periodicamente!


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